
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que o Estreito de Ormuz deverá ser reaberto “em breve”, apesar de reconhecer que a tarefa não será simples, em meio à guerra contra o Irã. Ele não detalhou o plano, mas indicou que Washington conta com a colaboração de outras nações que também dependem da rota estratégica.
“Outros países usam o estreito. Portanto, temos outros países se aproximando e eles ajudarão”, disse Trump a repórteres em Washington, reforçando que o processo será difícil, mas que está confiante na retomada do tráfego marítimo.
O Estreito de Ormuz está bloqueado pelo governo iraniano desde o início do conflito, provocando a pior interrupção no fornecimento global de energia já registrada. Aproximadamente 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito exportado no mundo passa pela região, considerada um gargalo crítico para o mercado internacional de combustíveis.
Trump tem demonstrado irritação com aliados da Otan, que, segundo ele, não fizeram o suficiente para ajudar a proteger o estreito. De acordo com a Reuters, após encontro com o presidente norte-americano, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, comunicou a governos europeus que Washington espera, em poucos dias, compromissos concretos de apoio à segurança na área.
Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, e Teerã respondeu com bombardeios a Israel e a bases norte-americanas no Golfo Pérsico. A escalada militar já deixou milhares de mortos, milhões de deslocados e pressionou ainda mais os preços do petróleo, abalando mercados ao redor do mundo.
Na terça-feira, Trump anunciou um cessar-fogo frágil com o Irã, depois de ameaçar “destruir toda a civilização iraniana”. Mesmo assim, o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz continua praticamente paralisado, e a reabertura da rota virou ponto central das negociações e da estratégia de Washington na região.

