Início PolíticaBrasilPesquisa CNT: Lula lidera 1º turno e vence todos os cenários de 2º turno em 2026

Pesquisa CNT: Lula lidera 1º turno e vence todos os cenários de 2º turno em 2026

por Notícia Baré
Presidente Lula aparece na liderança em todos os cenários de segundo turno da pesquisa CNT/MDA divulgada em abril de 2026.

A 167ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA e divulgada nesta quarta-feira (15), mostra o presidente Lula na liderança da disputa pela Presidência da República em 2026, tanto na intenção de voto espontânea quanto na estimulada. O levantamento ouviu 2.002 pessoas, em entrevistas presenciais, entre os dias 8 e 12 de abril.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde em quem pretende votar sem ver lista de nomes, Lula aparece com 28,7% das citações, seguido por Flávio Bolsonaro, com 16,6%. Já 38,6% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. No cenário estimulado, em que são apresentados possíveis candidatos, Lula sobe para 39,2%, enquanto Flávio Bolsonaro marca 30,2%.

Nas simulações de segundo turno, Lula vence em todos os cenários testados. O embate mais equilibrado é contra Flávio Bolsonaro: 44,9% a 40,2%, com 11,3% de brancos e nulos. Em disputas com outros nomes, a vantagem é maior: contra Ronaldo Caiado, Lula tem 44,4% a 32,7%; diante de Romeu Zema, 45,2% a 31,6%; contra Aldo Rebelo, 45,4% a 29,1%; e frente a Renan Santos, 45,0% a 28,3%.

A pesquisa indica que a polarização segue forte, com desempenho discreto de outros pré-candidatos. No cenário estimulado, Ronaldo Caiado aparece com 4,6%, Romeu Zema com 3,3%, Renan Santos com 1,8% e Aldo Rebelo com 1,5%. O índice de indecisos cai de 38,6% na espontânea para 8,9% na estimulada.

O estudo também revela que 64,9% dos entrevistados dizem que sua decisão de voto é definitiva, sendo esse percentual maior entre os eleitores de Lula (77%) do que entre os de Flávio Bolsonaro (69%). Ainda assim, 31,7% afirmam preferir um candidato que não esteja ligado nem a Lula nem à família Bolsonaro, sinalizando espaço potencial para uma “terceira via” ainda não consolidada.

A rejeição segue como fator central na disputa. Lula tem rejeição de 47,4%, enquanto seu potencial de voto chega a 50,6%. Flávio Bolsonaro registra rejeição maior, de 52,6%, com potencial de 40,6%. A pesquisa aponta também que cerca de metade do eleitorado diz não conhecer bem nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, o que limita o crescimento dessas candidaturas.

No campo da avaliação de governo, o levantamento mostra uma mudança de tendência: a desaprovação do desempenho pessoal de Lula (49,6%) supera a aprovação (44,9%). A avaliação positiva do governo está em 32%, patamar próximo ao registrado por Jair Bolsonaro em 2022, que era de 30%.

A percepção econômica é dominada pelo pessimismo. Cerca de 23% acreditam que a situação do emprego deve piorar e 22,3% esperam queda na renda mensal nos próximos seis meses. Em relação ao cenário internacional, 71,6% consideram a guerra no Oriente Médio um problema grave para o Brasil.

O estudo também investigou a repercussão do caso Banco Master, conhecido por 66,4% dos entrevistados. Para 45,8%, trata-se de corrupção; 18,4% veem o episódio como fraude financeira. A responsabilidade é atribuída sobretudo aos gestores da instituição (29,7%), mas também à fiscalização do Banco Central (14,8%) e ao Governo Federal (12,1%). Apenas 15% acreditam que todos os responsáveis serão punidos.

Esse cenário alimenta a desconfiança nas instituições: 67,4% dizem que o Supremo Tribunal Federal sofre influência política e 72,9% consideram as decisões da Corte pouco transparentes.

A pesquisa ainda mostra que temas sociais como apostas online e uso de redes sociais por menores entram com força na agenda pública. Para 71,9%, as apostas online são um problema grave, associadas principalmente ao vício (37,6%) e ao endividamento (18,8%). Já 38,4% defendem a proibição total desse tipo de plataforma.

No ambiente digital, 70,8% dos brasileiros se dizem favoráveis a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos, citando como principais riscos a exposição a conteúdos inadequados (48,8%) e o contato com desconhecidos (35,8%).

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