
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 300 milhões para o Plano de Inovação 2026-2028 da Positivo Tecnologia. O objetivo é acelerar a integração de inteligência artificial em produtos e serviços da empresa e modernizar as linhas de produção dentro do conceito de Indústria 5.0.
Os recursos serão destinados às unidades da companhia em Manaus (AM), Ilhéus (BA) e Curitiba (PR). O valor, liberado por meio do programa BNDES Mais Inovação, cobre 96% do investimento total previsto, de R$ 311,75 milhões. A Positivo entrará com R$ 11,75 milhões como contrapartida própria.
O plano de inovação está dividido em dois grandes eixos. No mercado de consumo, a empresa quer popularizar o uso da IA no dia a dia dos brasileiros, com soluções como a “Minha Inteligência Artificial”, assistente voltada para facilitar o aprendizado do usuário, e o “Control Center”, plataforma para gestão de desempenho de hardware.
No segmento corporativo e no setor público, a Positivo pretende ampliar sua atuação em infraestrutura de TI, avançar em modelos de Hardware as a Service (HaaS), aprimorar kits biométricos para identificação digital e desenvolver novas soluções em meios de pagamento, segurança e tecnologia educacional.
A segunda frente de investimento mira a transformação das operações internas, utilizando agentes de IA para otimizar processos logísticos e industriais, buscando máxima eficiência com foco em sustentabilidade. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio fortalece a produtividade e a presença de empresas brasileiras no setor de plataformas digitais, alinhado à política industrial do país.
Já o presidente da Positivo Tecnologia, Hélio Bruck Rotenberg, afirma que o financiamento permitirá ganhar escala e velocidade na entrega de inovações para milhões de usuários. A companhia, que já aplica cerca de 4% da receita líquida anual em pesquisa e desenvolvimento, prevê a criação de ao menos 50 vagas diretas para especialistas em engenharia, TI e inteligência artificial.
O projeto também estreita parcerias com centros de pesquisa como a Fundação Paulo Feitosa e o INDT, em Manaus, o CITS, em Curitiba, e universidades federais na Bahia e em Goiás, estimulando o registro de novas patentes e fortalecendo a competitividade da tecnologia desenvolvida no Brasil.

