
Cerca de 23,3 milhões dos 35,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS começam a receber nesta sexta-feira (24) a primeira parcela da antecipação do 13º salário. A medida deve injetar R$ 78,2 bilhões na economia nas próximas semanas. O pagamento inicia pelos segurados que recebem um salário mínimo. Os demais, que ganham acima do piso, começam a receber a antecipação a partir de 2 de maio.
O benefício extra será pago em duas parcelas. A primeira vai desta sexta até 8 de maio, e a segunda será depositada entre 25 de maio e 8 de junho. As datas variam conforme o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e o valor do benefício. Quem ganha apenas um salário mínimo recebe antes de quem tem renda acima do piso previdenciário.
Este é o sétimo ano seguido em que o 13º do INSS é antecipado em relação ao calendário tradicional, que previa pagamentos em agosto e dezembro. Em 2020 e 2021, a antecipação ocorreu por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho; em 2024 e 2025, em abril e maio. O decreto que autorizou a antecipação em 2026 foi assinado em março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A consulta aos valores e às datas pode ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS (gov.br/meuinss). Quem não tem acesso à internet pode ligar para o telefone 135, informar o CPF e confirmar alguns dados pessoais para obter as informações. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
De acordo com dados de fevereiro do próprio INSS, 23,3 milhões de segurados (66,2% do total) recebem até um salário mínimo, atualmente em R$ 1.621. Outros 11,9 milhões têm benefícios acima do piso, sendo 13,7 mil com renda no teto da Previdência, hoje em R$ 8.475,55.
A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do valor do 13º na primeira parcela. Para quem começou a receber o benefício após janeiro, o cálculo será proporcional aos meses de pagamento em 2026. Segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito ao 13º proporcional ao período de afastamento. Já quem recebe benefícios assistenciais, como o BPC e a Renda Mensal Vitalícia, não tem direito ao 13º salário.

