
Os Estados Unidos anunciaram que vão bloquear todos os portos do Irã a partir desta segunda-feira (13), às 11h (horário de Brasília), após o fracasso das negociações entre o vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. A decisão eleva a tensão no Oriente Médio e deve ter impacto direto sobre o mercado global de energia.
A medida inclui o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. O estreito é considerado um dos pontos mais sensíveis da geopolítica internacional, e qualquer interrupção no tráfego de navios costuma pressionar os preços do petróleo e de derivados.
As conversas entre as delegações dos dois países aconteceram em Islamabad, no Paquistão, e duraram 21 horas. O objetivo era buscar um acordo envolvendo o programa nuclear iraniano e regras para o controle do estreito, mas não houve consenso. Vance afirmou que houve “discussões substanciais”, porém sem um resultado que permitisse suspender as sanções.
O Comando Central dos EUA confirmou que o bloqueio será implementado e afirmou que embarcações com destino a portos não iranianos poderão continuar navegando pela região. A sinalização é uma tentativa de reduzir o impacto imediato sobre o comércio internacional, mas especialistas alertam que o risco de escalada militar permanece alto.
Em resposta, o governo iraniano classificou a decisão como um “ato de guerra” e anunciou a mobilização de suas forças navais. Teerã já vinha prometendo retaliar caso Washington avançasse com novas sanções e com a pressão militar na região do Golfo.

