Início GeralBrasil“Não é só para mim”: jovem que recebeu coração aos 6 anos emociona ao agradecer doador em festa de 15 anos

“Não é só para mim”: jovem que recebeu coração aos 6 anos emociona ao agradecer doador em festa de 15 anos

por Notícia Baré
Maria Alice Camargos se emociona ao agradecer o doador de coração durante o baile de 15 anos, em Belo Horizonte.

O discurso de Maria Alice Camargos durante sua festa de 15 anos, em Belo Horizonte, emocionou convidados e viralizou nas redes sociais nos últimos dias. A adolescente, que passou por um transplante de coração aos 6 anos, lembrou que só pôde chegar a esse momento porque, no passado, uma família autorizou a doação de órgãos.

Ao microfone, Maria Alice agradeceu pela própria saúde e fez uma homenagem especial à família do doador. “Há muitos anos, se me falassem que eu estaria comemorando os meus 15 anos e ainda em uma festa tão maravilhosa, eu não sei se eu acreditaria. Essa festa não é só para mim, mas para o meu doador também”, disse ela, sob aplausos. O vídeo foi compartilhado pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), por meio do MG Transplantes, para reforçar a importância da doação de órgãos.

Diagnosticada aos 5 anos com miocardiopatia restritiva, uma doença congênita que compromete o músculo cardíaco, Maria Alice enfrentava falta de ar constante, palidez, cansaço extremo e frequência cardíaca elevada. Depois da confirmação da doença, a família se mudou para São Paulo em busca de tratamento especializado, e a menina passou a ser acompanhada pelo Instituto do Coração (InCor), onde entrou na fila de transplante em 2016. A cirurgia foi realizada no ano seguinte, após cerca de um ano de espera, e o pós-operatório exigiu que a família permanecesse na capital paulista por mais dois anos.

Hoje, de volta a Belo Horizonte, Maria Alice segue em acompanhamento com a mesma equipe médica, viajando a São Paulo três vezes por ano para consultas e ajustes de medicação. Segundo a mãe, Tatiana Camargos, a filha sempre soube da sua condição e cresceu entendendo o papel decisivo da doação de órgãos em sua sobrevivência. Aos 13 anos, ela já havia escrito uma homenagem pública ao doador nas redes sociais, e agora vê a repercussão do discurso como uma forma de incentivar outras famílias a dizerem “sim” à doação. “Foi a doação que salvou a vida da minha filha”, resumiu Tatiana.

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