
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou o prazo dado ao Irã para reabrir o estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde escoava cerca de 20% do petróleo mundial, além de gás natural e ureia. Segundo o republicano, o novo limite é às 21h da próxima terça-feira (7), no horário de Brasília, estendendo em 33 horas o ultimato inicial.
Trump havia ameaçado impor “inferno” ao regime iraniano caso a rota marítima não fosse reaberta em 48 horas, prazo que venceria na segunda-feira (6). A escalada ocorre em meio à guerra iniciada em 28 de fevereiro, que já dura mais de um mês e intensifica o clima de tensão no Oriente Médio e nos mercados globais.
O fechamento do estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo e acentuou o temor de uma crise energética, já que qualquer bloqueio na região afeta diretamente o fornecimento de combustíveis e o custo do transporte em todo o mundo. Investidores reagem ao risco de um impasse prolongado, que pode pressionar inflação e desacelerar economias dependentes de energia importada.
A crise também tem impacto político interno para Trump, que enfrenta pressão às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, as “midterms” de 2026. O desempenho da economia e a percepção de liderança em crises internacionais são vistos como fatores decisivos para o humor do eleitorado e a correlação de forças no Congresso dos EUA.
Washington pressiona aliados a reforçar a segurança da navegação no estreito, enquanto países europeus e asiáticos adotam posição mais cautelosa e condicionam qualquer ação mais dura ao fim das hostilidades. O Irã, por sua vez, resiste às exigências norte-americanas e sinaliza que só recuará mediante garantias políticas e de segurança, rejeitando o que chama de imposições unilaterais.
Com informações do Poder360.

